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Paternidade e Puerpério

O intuito desse texto não é falar sobre o SER Pai. Seria muita pretensão falar desse lugar, já que nunca o ocupei por ser mulher.

Trago aqui algumas informações coletadas a partir da experiência enquanto terapeuta no atendimento de homens, no convívio com filhos, maridos, amigos, irmãos e principalmente reflexões sobre o tema.

Quando nasce um filho não nasce um pai, já que, tal como a maternidade, a paternidade precisa ser construída a partir das experiências como homem, o nascimento de um filho e o lidar com o puerpério no sentido de apoiar física e emocionalmente sua companheira. A mãe, que está passando por um momento muito delicado emocional e físico, bioquimicamente falando, com atuação de hormônios ainda da gestação, o que torna este momento extremamente desafiador para a maioria dos homens.

E por que desafiador para a maioria dos homens??!!

Porque ele precisa, da noite para o dia, aprender a amar e demonstrar amor por esse filho, ter empatia por sua companheira para compreender suas necessidades e apoia-la, externalizar uma comunicação também empática, clara... falar sobre seus sentimentos... medos, vulnerabilidades, inseguranças... e tudo o mais que esse momento da paternidade desperta.

Como lidar e SER tudo isso se, em sua construção social/familiar não aprendeu nem a nomear seus sentimentos, agindo e respondendo ao meio através de emoções sem entendimento do que sente e muito menos sem a elaboração daquilo que sente?

Empatia e comunicação empática então, nem sabe do que se trata...

Se, na maioria das vezes, nem chorar quando menino foi dado o direito a ele?

Ø Homem não chora

Ø Homem que fala sobre sentimentos é “bicha”

Ø Homem que faz a sua parte e assume a responsabilidade que é dele na divisão das tarefas da casa, rotina da família e criação dos filhos, é “pau mandado da mulher”??!

Esse homem precisa se abrir para um olhar interno e aquisição desses aspectos tão importantes já que tem um papel fundamental que poucas vezes é falado de RESGATAR, fisgar sua companheira de volta para seu papel de Mulher na relação a dois e na vida.

Por volta dos três meses do bebê, fase prevista dentro do desenvolvimento infantil que começa a reconhecer-se como um SER separado de sua mãe (até então existe uma relação simbiótica entre os dois) é o momento desse HOMEM trazer todo seu AMOR, empatia, conhecimento (paternidade, puerpério) e autoconhecimento para trazer sua companheira de volta para a relação a dois.

E muitos homens, ficam perdidos e não conseguem fazer isso. Sendo que, muitas relações se perdem, se desconectam nesse momento e passam a viver como PAIS do filho e não mais como um casal que possui um filho.

Por isso é fundamental que vocês homens busquem apoio, se abram para o conhecimento, autoconhecimento e investigação profunda sobre SER, como diz o nome do lindo Projeto de Tiago Koch, do Papo de Homem – HOMEM PATERNO.

Deixo aqui mais uma vez a abertura para que cheguem até nós para um processo de apoio, sustentação e investigação.

Um abraço com carinho

Daniella Gonçalves

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