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Autoconhecimento e... onde quero chegar?

Para começar, que tal ver (ou rever) uma breve informação? A OMS fala sobre qualidade de vida como "percepção do indivíduo de sua inserção na vida, no contexto de cultura e sistemas de valores nos quais ele vive e em relação aos seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações".

Qualidade de vida envolve bem estar físico, mental, espiritual, psicológico, emocional, relacionamentos sociais, saúde, educação, habitação, saneamento básico, e outras circunstâncias da vida. E o que isso tem a ver com autoconhecimento?

Autoconhecimento não é um fim em si mesmo. Autoconhecimento é um meio, para nos levar a uma vida com mais qualidade, felicidade, significado.

Dá para passar a vida toda sem se perguntar "quem sou eu, qual meu propósito de vida, o que me faz feliz, para onde estou indo"? Claro que dá. Mas o que acontece é que fazendo isso eu me coloco num papel de marionete de algo que nem sei o que é.

Se nunca me pergunto "o que eu quero da vida e como chego lá", eu simplesmente não me coloco no banco de motorista da minha própria vida. Eu sou platéia, não protagonista e muito menos diretor.

Minha, por assim dizer, "crise existencial" começou quando eu tinha uns 5 anos de idade e disse com muita convicção para a minha mãe - "Mãe, eu não preciso ir para a escola. Já sei muita coisa e o que ainda não sei você mesma pode ensinar, porque você é professora". Eu sempre fui muito boa em aprender coisas sozinha, sem ler manual, sem esperar pelas explicações, e nessa época eu já sabia de uma coisa: aprender dá trabalho. Tira a gente da zona de conforto, desafia a gente, nos coloca cara a cara com coisas e pessoas difíceis, dá medo, preguiça, vontade de deixar pra depois, dúvidas sem fim... Mas é necessário.

Entender que a gente não nasce sabendo, que vai dar trabalho e que demora são verdades assustadoras e que são base para outros questionamentos que se seguem, como: "existe vida após a morte", "caso ou compro uma bicicleta", "será que estou sendo uma boa mãe", etc...

Nossa mente é desenhada para não parar de pensar. O que aconteceu ao longo do tempo é que fomos aprendendo (!) também a nos entorpecer, com drogas, vícios, televisão, redes sociais, adrenalina, entre outros, para afastar nossos pensamentos de questionamentos mais profundos, detalhados, sobre nós mesmos e nossa vida. Isso se tornou algo que poucos fazem, só os filósofos, psicólogos, espiritualistas e hippies fazem... o resto das pessoas só precisa terminar a escola, arrumar um emprego, casar, ter filhos, comprar uma casa, acumular bens materiais, assistir tv, adoecer, morrer, deixar herança. Tudo isso sem dar muito trabalho para ninguém da família, sem perturbar o chefe, sem fugir muito da lei, sem pensar...

Mas... existe uma alternativa que vem sendo explorada por mais pessoas, que estão se libertando do medo de "parecer maluco", e buscando compreender melhor o que está fazendo aqui. Pessoas buscando terapias, processos de coaching, imersões, livros e palestras de auto ajuda, para se conhecer, conhecer seu propósito de vida, explorar melhor sua mente, corpo e alma. Seja através de processos conduzidos por bons profissionais, seja de forma autodidata, entendo que isso é fundamental, não importa se com 19, 40 ou 75 anos: incentivar o autoconhecimento é parte do meu propósito de vida.

Através do autoconhecimento podemos desvendar os mistérios dos objetivos, recursos, limitações pessoais, e com isso, atingir a felicidade ou uma melhor qualidade de vida.

E dá para fazer muito sozinho.

Para começar, é preciso algo que ninguém pode transferir ao outro, que é a vontade e a urgência de querer se descobrir e se melhorar. Ou a energia para começar e se manter na jornada. Ou ainda a intenção genuína de fazer mudanças. Pois como a frase atribuída a Einstein diz, "A definição de insanidade é fazer a mesma coisa repetidamente e esperar resultados diferentes". Portanto, se enxergo a necessidade de um resultado "melhor" preciso começar a fazer alguma coisa diferente.

É aí que entra o Autoconhecimento.

Afinal, como fazer diferente se nem sei direito como eu faço, o que eu faço, e porque eu faço o que faço...

Uma palavra grande, para algo grandioso, mas simples: conhecer a si mesmo. Quais são meus valores? O que eu gosto ou desgosto em mim e nossa outros ? Quais os meus objetivos de vida? Quais as características que me ajudam a conquistar meus objetivos? Quais meus recursos? O que me falta? O que eu tenho hoje é suficiente? É bom? E o que eu sou? Me contempla plenamente? Como eu me tornei o que sou hoje? Quais os fatos determinantes na minha vida, que me fizeram ser quem eu sou?

Essas são algumas perguntas por trás de um processo de autoconhecimento. Existem muitas outras. Algumas delas procurei compilar num material "Faça você mesmo" que vou colocar aqui abaixo. Outras cada um tem que encontrar sozinho.

Essencialmente a dica é olhar para cada quadrante da própria vida, a saber:

• Físico (alimentação, sono, exercícios, aparência, etc)

• Emocional (felicidade, compreensão das próprias emoções, equilíbrio)

• Espiritual (não religioso, mas a sua conexão com algo superior)

• Profissional (escolha da profissão, quantidade de horas dedicadas, satisfação, reconhecimento)

• Intelectual (estudei o que queria e quanto queria, tenho acesso a informações interessantes, sei como aprendo)

• Financeiro (estou satisfeito, tenho recursos para chegar onde desejo, tenho prioridades)

• Lazer (tenho momentos de qualidade, dou gargalhadas, sinto prazer em alguma atividade, me sinto feliz)

• Relacionamento familiar (família nuclear, família estendida, fontes de prazer, amor e nutrição ou fontes de problemas e desgosto?)

• Relacionamento íntimo (estou como gostaria? Entendo o que preciso ter/saber para me relacionar com um parceiro)

• Círculo de amizades (tenho uma rede de apoio, amigos diferentes para situações diferentes, consigo aumentar minha rede)


Estes são alguns exemplos de áreas a serem avaliadas. Você pode fazer uma escala, onde me encontro e onde gostaria de estar em cada uma dessas áreas. E então começar a traçar um plano para atingir esses objetivos. Sozinho ou com ajuda. Não vou mentir, é mais fácil com ajuda. Ajuda de alguém que já fez ou pelo menos iniciou esse trajeto, como se fosse escalar uma montanha. Dá para ir sozinho, mas é sempre mais fácil com o guia.

Fica meu convite para trilhar esse caminho e descobrir quantas coisas estão aí prontas para saltar aos olhos.

Quantas formas de olhar existem, quantas maneiras de transformar e quanto existe para se ganhar nessa caminhada. Autoconhecimento é transformador, esclarecedor e empolgante! Vem comigo!!



Raquel de Moraes Sarmento

Psicóloga

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